
Nascer do sol, na Cruz de Ferro


A partir de sábado avistamos muitos "gnomos" no Caminho. Sao figuras encapuzadas, coloridas, e que nao param de caminhar nunca. Fotografamos vários e conseguimos entrevistar um grupo de quatro (amarelo, verde, vermelho e azul).



Finalmente consegui uma internet. Estou em Estella. Já andei quase 120 km. Já me arrependi deste blog. Impossível transcrever as emoçoes (o teclado espanhol só tem til no Ñ) do Caminho. Vai uma descriçao fria da rotina do dia a dia mesmo.
Demorei a me convencer de que tinha que andar com o cajado. Só depois de forte dor no joelho numa tremenda descida do ¨Alto del Perdon¨, quando uma holandesa me emprestou um de seus dois cajados é que vi que nao é a toa que todos os peregrinos historicamente sempre usaram. Comprei um ¨stick¨ (cajado de metal, leve) e já nao sei como consegui caminhar antes sem ele.
Toda tarde prepara-se o lanche para o dia seguinte e felizmente nao falta banana por aqui. É isso. Parei de planejar e nao sei até onde vou amanha, nem tenho idéia de que dia chegarei a Santiago. Mas acredito que vou chegar. 